terça-feira, 22 de janeiro de 2008
A arte, a raça e o amor
Nelson Rodrigues em 1950, falava sobre o complexo de vira-latas do povo brasileiro, ele dizia que teríamos sempre um complexo de inferioridade enquanto não pudéssemos ganhar de países como Inglaterra, Alemanha, Itália, Estados Unidos, não importa no que fosse, precisávamos ser campeões do mundo, foi preciso vir um neguinho de apelido estranho para acabarmos com essa sina, em 1958 fomos campeões do mundo no futebol, Pelé ajudou a moldar o povo brasileiro, com ele acabamos com o complexo nomeado por Nelson Rodrigues e criamos algumas lendas, o povo brasileiro é o mais feliz do mundo, o povo brasileiro é bom, os governantes que são ruins e nós jogamos o futebol mais bonito do mundo, me parece que nenhuma dessas afirmativas podem ser usadas ainda, com toda a corrupção, falta de educação e toda essa violência, será que somos o povo mais feliz do mundo? E não é esse povo que escolhe seus governantes? que são nada mais nada menos que a imagem do próprio povo, e o nosso futebol-arte, ou beautiful game como dizem os ingleses, esse morreu, assim como o Deus que era brasileiro, acho que esse preferiu se naturalizar coreano, vivemos agora o complexo Wagner Love, erramos no que devemos fazer de melhor, porém mentimos pra nós mesmos achando que está tudo perfeito, Wagner Love declarou recentemente que prefere jogar feio e ganhar, do que fazer o melhor e por ventura perder, Lula diz que o governo dele é o melhor da história do Brasil, por falta de modéstia e um tanto de arrogância, essa é a alma dessa doença, a mentira pra si mesmo, Wagner Love tem que fazer gol, mas não faz e acha que está bem, Lula deveria saber de muito mais coisa, parece que não sabe do que deveria,outro ponto desse complexo é a mania de viver do passado, Wagner Love vive até hoje do ano de 2003, em que ajudou o Palmeiras a sair da 2° divisão, nunca mais fez algo de relevante pro futebol, Lula guarda pra si a imagem do líder sindical, de imagem forte e fama de honesto e espera que nós ainda acreditemos nisso porém a principal característica desse complexo é o medo de perder, medo de fazer o melhor, o Brasil não é mais o pais do futuro, e nao tem mais o futebol arte, por medo, no 1° caso, medo de investir na educação, e no segundo medo de passar 24 anos sem um título mundial, será preciso um outro grande ídolo nascer pra acabar com essa nossa síndrome? precisaremos chegar no fundo do posso pra ver que essa idéia está errada?
sábado, 19 de janeiro de 2008
compre menos viva mais
Se, por acaso, um extraterrestre desembarcasse na Terra em algum dos dias que antecedem a noite de natal, seguramente o que lhe chamaria a atenção, pela intensidade, não seriam o amor, a paz, a solidariedade, mas sim a euforia desesperada com a qual compramos coisas nessa época, e como submetemos cinicamente todos aqueles sentimentos positivos ao ato de consumir. E o espantoso não é que falemos de amor quando na verdade queremos trocar mercadorias, mas que nós submetemos tudo, passamos por todas as dificuldades, proporcionamos os maiores sofrimentos, com o objetivo de preservar o consumo de coisas. Os aspectos que constituem a sociedade capitalista e a forma de vida que ela nos impõe, que inevitavelmente somos impelidos a construir, parecem irremediáveis: a desigualdade social que deve ser necessariamente preservada para o pleno funcionamento do sistema; o modo como as empresas (sobretudo as multinacionais) passam por cima de qualquer limite ético para alcançar maiores lucros (trabalho semi-escravo e infantil, venda de alimentos cancerígenos, degradação do meio ambiente, ...) e o modo como até os nossos sonhos são moldados. É especialmente no natal que as pessoas acreditam que, ao comprarem objetos caros, são beneficiadas na medida em que se alcança um certo sentimento de superioridade frente aos seus próximos. Somos colocados – por nós mesmos – nas piores situações para consumir: fazemos dívidas absurdas que nos deixam estressados e nos obrigam a trabalhar mais; compramos toda espécie de "bugigangas" que nos oferecem – cujo tempo de uso é limitado pela próxima oferta; passamos o dia com pessoas que eventualmente não são aquelas que gostaríamos que estivessem nos acompanhando, ao menos naquele momento ou daquela forma mediada por objetos.
É porque acreditam que existem infinitas formas possíveis de se relacionar com o mundo e com as pessoas que o habitam, por meio de uma lógica externa à capitalista e consumista, que pessoas de vários países organizam o DIA SEM COMPRAS. Abandonar completamente o modo de vida capitalista pode parecer inicialmente impossível, porém, existem formas de construir experiências alternativas ao modo dominante no dia-a-dia. Por exemplo, no lugar dos rituais criados apenas para aumentar o consumo, pode-se partir para a invenção de rituais próprios junto à família, amigos ou vizinhos, reuniões que de fato propiciem a relação com o próximo. Sabemos perfeitamente da impotência política que recai sobre nós. Mas, no lugar de simplesmente reconhecê-la e aceitá-la passivamente, defendemos como ponto de partida uma reflexão crítica em relação à realidade – que, em meio à alienação generalizada, pode ser considerada poderosa.
É porque acreditam que existem infinitas formas possíveis de se relacionar com o mundo e com as pessoas que o habitam, por meio de uma lógica externa à capitalista e consumista, que pessoas de vários países organizam o DIA SEM COMPRAS. Abandonar completamente o modo de vida capitalista pode parecer inicialmente impossível, porém, existem formas de construir experiências alternativas ao modo dominante no dia-a-dia. Por exemplo, no lugar dos rituais criados apenas para aumentar o consumo, pode-se partir para a invenção de rituais próprios junto à família, amigos ou vizinhos, reuniões que de fato propiciem a relação com o próximo. Sabemos perfeitamente da impotência política que recai sobre nós. Mas, no lugar de simplesmente reconhecê-la e aceitá-la passivamente, defendemos como ponto de partida uma reflexão crítica em relação à realidade – que, em meio à alienação generalizada, pode ser considerada poderosa.
ManiFesta!
Na cidade faz calor, mas as pessoas já não costumam pensar nisso com a mesma freqüência, longe dos grandes centros nascemos, crescemos e morremos sem um grande feito, gerações se revezam e o poder se mantém nas mãos de poucos, o crime perfeito dos que ocupam os altos cargos, pão e circo, as “bolsas-sobrevivência” e os “bois-não-sei-oque” enchem a barriga e a cabeça da nossa população (de estrangeiros), Manaus foi feita por forasteiros, quem escolheu viver aqui não cultivou uma cultura pra cá, se reuniu nos nichos da cidade onde puderam encontrar seus semelhantes, importar algo que já deu certo em outros lugares não é incomum, a China constrói em algumas de suas cidades bairros semelhantes aos de outras cidades ocidentais, vale lembrar o processo de formação da cidade, primeiro na época da borracha vinham trabalhadores de todo o Brasil pra extrair o látex, anos mais tarde viriam por causa da zona franca, Manaus é formada em sua maioria por nordestinos e paraenses que por amazonenses nativos, isso quer dizer que nossa cultura não é nossa e a cidade foi crescendo e essas pessoas se multiplicando e ganhando cada vez mais espaço na sociedade sempre mantendo seus gostos e valores culturais enquanto quem é daqui e faz a cultura daqui tem de ir pra outros lugares em busca de melhores oportunidades, dito isto é válido ressaltar que como característica do nosso povo (brasileiro) a mistura que aqui, a idéia é mesclar culturas ritmos credos e cores, para que se crie algo único, sempre, falamos da beleza da Arte, Manaus pode dar um grande passo, dando algo novo à cultura brasileira, que os artistas saiam então dos becos da cidade, invadam e iluminem Manaus, que a beleza pare de se esconder e se mostre para o mundo, o culto a beleza, a inteligência, ao ócio e principalmente ao bom-humor, foi-se o tempo de heróis depressivos e o ultimo deles morreu em 10 de maio de 2007, VIVA A ALEGRIA! A LIBERDADE! A ARTE! Grafiteiros grafitem! Atores atuem! Músicos musiquem! Poetas poetisem!
Tomem conta da cidade, tranquem os centros de alienação em massa, shoppings, casas noturnas, postos de gasolina e balneários, espalhem seus tentáculos sócio-culturais a todos, façam-se ouvir, gritem se necessário, invadam com alto-falantes, com megafones, fazendo uso do pensamento próprio, ponham uma pitada de cultura de massa em sua Alta-Cultura, o pop pode falar com inteligência e o erudito falando a linguagem popular, inundem as praças com música, com teatro, com literatura, com diversão, busquem no centro de Manaus os apressados engravatados, façam que eles escutem as novas palavras de ordem: ARTE! LIBERDADE! ALEGRIA! Precisamos substituir as velhas pichações por grafites que nos retratem, quem anda por Manaus não vê onça nem jacaré no meio da rua, nem anda de canoa porque não tem carro, anda de ônibus ou em seu carro, os que andam de carro reclamam dos outros motoristas e os que estão nos coletivos reclamam dos terminais de lotação, do calor, da falta de emprego ou do excesso de trabalho, o lema? A BELEZA DA INTELIGÊNCIA, a partir disso sim vamos atuar onde houver a escuridão levaremos luz, a criatividade acessível a todos, intervenção urbana e cultura já!
Tomem conta da cidade, tranquem os centros de alienação em massa, shoppings, casas noturnas, postos de gasolina e balneários, espalhem seus tentáculos sócio-culturais a todos, façam-se ouvir, gritem se necessário, invadam com alto-falantes, com megafones, fazendo uso do pensamento próprio, ponham uma pitada de cultura de massa em sua Alta-Cultura, o pop pode falar com inteligência e o erudito falando a linguagem popular, inundem as praças com música, com teatro, com literatura, com diversão, busquem no centro de Manaus os apressados engravatados, façam que eles escutem as novas palavras de ordem: ARTE! LIBERDADE! ALEGRIA! Precisamos substituir as velhas pichações por grafites que nos retratem, quem anda por Manaus não vê onça nem jacaré no meio da rua, nem anda de canoa porque não tem carro, anda de ônibus ou em seu carro, os que andam de carro reclamam dos outros motoristas e os que estão nos coletivos reclamam dos terminais de lotação, do calor, da falta de emprego ou do excesso de trabalho, o lema? A BELEZA DA INTELIGÊNCIA, a partir disso sim vamos atuar onde houver a escuridão levaremos luz, a criatividade acessível a todos, intervenção urbana e cultura já!
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